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Mostrando postagens com o rótulo Homenagem

E agora?

Já tentei me convencer do contrário. Mas não vou esquecer daquela noite. Já tentei olhar por mil pontos de vistas, mas minha mente insiste em um. Já tentei simplesmente não pensar, mas quanto mais tento, mais penso. Até quando me distraio, por um segundo de distração, me dis(traio) da distração e seus lábios perto do meu já ilustraram as fotografias do meu pensamento. Um lapso; racionalmente substituo rapidamente essa imagem por outra. Select. Delete. Copy. Paste. Merge. Block layer. Erro. No automático a mente faz Ctrl Z em sequência em busca de seus contornos novamente. A pergunta que me fez quase brincando aquela noite - na verdade já era dia, né... -   agora se condensa na janela fria atingida pela chuva. E agora? A mesma resposta muda que te dei, é a mesma que me resta agora. Esse mesmo agora que parece ao mesmo tempo excitante e pálido. Há algo em mim aceso agora, porque de repente tudo parece possível. Uma motivação desproporcional, vontade súbita de fazer as coisas aco...

Life’s meaning

I’m not going to say that this is love. But I won’t say it’s not. I think about you now and then. And also before. It’s being a while since I can remember your kiss impressed me. But not only this. The sound of your voice - I sincerely can't tell since when - I just know that now it gives me chills when I hear it. The most slight touch of your finger in my skin, convince me right way that I can stay more. Even when I’m supposed to do something else. The parties that I love has never been so negotiable like when you're around. The only certainty I have is that we must enjoy each other when we are around in the same city. And when we are not, more and more I want to share with you the beautiful things my eyes capture, the good vibes my heart breath, the love I feel in simple things in life, the extraordinary things that I’m living. Oh damn. I wish you were here. At least for one second for you to see how my smile is coming easy, and for me to see your smile come so easy too. I m...

unreal

sometimes I need to make an effort to come back to reality, I mean, what is reality? I feels much more like home when I'm inside my head with my own dreams and the ones that could possible understand what I want to say whithout saying anything. Even the ones that are not here anymore, but their energy will never be gone. Sometimes I catch myself thinking how it would be a conversation between Kurt and I, or maybe we do have conversations in a more ethereal way. well, if you believe in energy, I bet it can be more real than the "reality" we're actually living. routine, work, ambissions, abuses, so many stupid humans, so many unecessary hate. Kurt was right to avoid humans sometimes. Most of them just fake to socialize, and It doesn't make them any better and even less that will be the reason to make them feel fullfilled later. It all just shallow. hollow. As Kurt would say... too slick for me. I would rather a simple life, but real and autenthic them lots of thing...

Cá e lá, asfalto e areia

Me peguei numa daquelas manhãs com ciricutico. E logo cedo tinha mensagem sua falando de qualquer coisa mais banal que aconteceu por ai do que a minha vontade de que você tivesse acordado do meu lado para você dar um jeito na minha manhã que acordou te querendo. É aquele sossego que só você sabe dar, porque geralmente tudo me deixa mais inquieta e você sabe que eu não me satisfaço fácil. Mas você faz minhas pernas tremerem e tudo que quero é sossegar no seu peito. Eu até que me distraio bem nessa cidade grande, muita gente indo e vindo, muitas coisas para fazer, inúmeros jeitos de ir vivendo sem pensar toda manhã que bom mesmo seria ver o mar e te admirar em pele e desenhos tão bem colocados no seu tronco que passaria o dia espalhando beijos leves neles como contemplação. Muitas vezes quando você me manda qualquer coisa, quase mal importa o conteúdo, porque o que importa é me que faz lembrar que delicia que é quando a gente se encontra. É tão despretensioso. Uma surpresa boa te encontr...

Dribero a beça

Rei do dribe da vida Da abobra à contida Palavra bem pontuada Expressão acentuada O Leitor injurioso Vem ansioso dizer Tá errado o escrever Pose de criterioso Não entendeu nada Lança um olhar apático Interpretador alienado Sou apenas fático Se me espia direito Te esboço um trejeito Que vale mais que inúmeras inescrutáveis traiçoeiras palavras O leitor reflete a esmo Esse tal linguajar ressoa Ô criatura, é vocês mesmo É que digo em terceira pessoa

Ilha da magia

​ Do morro das aranhas ao morro da cruz, eu só não quero que essa sensação morra. É tão bom. Com um grunge de fundo tão familiar que me sinto em casa. O som que combina com sua voz grave e rouca de manhã, que combina com meu sorriso e com a minha surpresa de tantos elementos do meu gosto, tão particular, juntos. Sua gargalhada fácil como sua bermuda da Thailandia. Seu gosto pela vida ao falar de lugares que ainda não vi me salivam a mente. Você tem a peculiaridade de uma sensibilidade engraçada, no gosto por um incenso ou em um budinha feliz que te puxa um pensamento. Seu olhar em ondas como o mar de matadouro, de cor tão viva, mas que não cheguei a mergulhar...ainda. Seu tronco feito arte rupestre espontânea e natural, totalmente anatômico, autêntico, carregado de histórias e segredos. Ilha da magia. É como dizem, não é? Seu hábito forte no jeito falar; ironiza, arregala um pouco os olhos, esboça uma quase careta interpretando e depois ri. Não preciso nem de um dia inteiro de convivên...

One thing

Acho que vou... Já vou tarde? Se fico ou se vou Qual mais arde? Podia ser diferente Mas a mente confunde a gente Mas juro! Sou inocente! No fim, a gente se entende... Eu acho que você entende Talvez num saiba bem o que faz Mas percebe que mesmo que tente Não tem como voltar atrás Não deu Porque não dá Não dou Era tudo combinado Estávamos alinhados Mas algo deu errado Silêncio e nós abraçados O que fazer no meio de tanta confusão? Onde o sim também pode ser não? Na calada Me calo E me vou

Felina

Ei guria, me balança me pendura Que bagunça! Ô guria! que saudades que ternura Ainda lembra, guria? Do nosso riso solto sem sentido, afoito? Ai guria... o tempo estica e se esquiva Me belisca! É guria Sete vidas tem o gato nossa trama em retrato Será guria? a vida um grande espetáculo contados em um quarto de século?

Eminência

Deixo que pipoque lembranças de cada toque avalanche em dupla potência sintonia de frequência Inunda de prazer a eminência sensação feito baque que o desejo emplaque e supra essa pendência Cultivar a aderência Só aumenta a cadência do batimento rítmico festival químico Em lúcida evidência vontade soma estoque efervescente bivalência tudo entra em desfoque A nível de urgência vamos abraçar a liberdade fazer o que se tem vontade e tomar a providência Embalados na possibilidade espontâneo magnético trio agindo por causalidade transpirando em calafrio

três em um

posso te sentir de olhos cerrados,                                     cercados de um bocado de outros ao redor, sem importância.    a verdade é que meus olhos nunca se fecham completamente,                                     te espio secretamento para esses outros.         a gente  (en) tende                                   a se olhar discretamente.        você sabe como me faz feliz                                 te ver sorrindo para o céu, deixando a música penetrar n'alma                             ...

Escancarado

Eu amenizo. Digo que quase sei. Que estou meio apaixonada. Mas eu sei que comigo nunca teve meio termo. Utilizo-os por força do hábito.  Intensidade é algo impactante demais. Tira o fôlego, esmaga o peito. De perder o raciocínio literalmente.  Larga esse livro e esse discurso depois de um pico e vem.  Escancarado.  Nesse meu sorriso bobo em tudo que faço. Nesse seu olhar manso em cada traço.  Na nossa censura sem rasuras.  Nem rasa, nem dura.  Que perdura, por pura ventura.

Não dá pra controlar

A gente bem que tenta fugir, se safar. Não se enrolar, escapar. Mas não dá pra controlar. A gente bem que se esforça, pra tentar Não se apegar, deixar pra lá Mas não dá pra controlar. A gente bem que pensa, pra se segurar: ' Não dá pra namorar' Mas não dá pra planejar. Não dá.

Mr. Secrecy

Hey Mr. Secrecy, Pode ninguém saber, mas você saberá que isso é pra você (mesmo nem eu mesma sabendo pra quem dirijo minhas palavras.) De qualquer forma, me sinto bastante instigada, como creio ter sido sua intenção e confesso que gosto muito do friozinho que dá na barriga quando lido com algo desconhecido. É como se falasse com um estranho, mas que, em contra partida, para ele não sou tão desconhecida assim... Continuo vasculhando minha memória aos tropeços. Não que ache que isso me levará a alguma conclusão reveladora. Até porque tudo pra mim é muito difuso e vago. Portanto, apenas vago... pelos meus pensamentos e faíscas hormonais que fervem meu sangue e aceleram meu peito ao tentar adivinhar aquilo que não sei. Não sei mesmo! Mas me divirto com isso. De antemão, independente do desfecho dessa travessura, agradeço sua ternura. Suas palavras e versos que me enchem de energia inquieta e inspiradora... de enxergar não somente aquilo que podemos tocar. Curiosa-mente,...

Strangers

I love them so. Sometimes nothing could be better than those words, coming from a complete stranger. Strangers can be so warm. Things they say to you can be the most meaningful ones and make more sense than many other from known people you have ever listened. Sometimes, nothing can calm you down, unless a stranger's hug. Oh, that’s magical. You don’t have to say a thing, you don’t need to explain yourself, you don’t need excuses or forgiveness, you don't need to beg for a hug. Human compassion. They can feel your real feelings, just because there is no reason to disagree. Strangers. I’m never alone with them. I'm in this world, and everywhere, every tiny bit of it, they will be with me. I’m not alone at all. When nobody can understand you anymore, calm down, strangers will always be there. They listen, they see you, they look closely to your wet or dry eyes, and then, they give you all you need. You don’t need to give anything back, you don’t need to do anything to get some...

Feito

Ele olhava fundo em seus olhos, na tentativa de buscar palavras que pudessem dizer. Batia a mão larga em seus ombros de menina com brilho úmido no olhar . - Você tem uma energia, uma energia muito boa. As pessoas sentem isso... Você... Você transmite isso, e.... Ele ainda não havia achado as palavras, mas ela sorriu fazendo um sinal positivo com a cabeça. Ele, então, calou-se e sorriu de volta. Não era preciso dizer mais nada. Ela lia algumas das palavras não ditas nos gestos daquele homem experiente, já de fios brancos salpicados na cabeça e na barba feita de ultima hora. As emoções que dele escapavam e que ela podia captar no ar. Ele hesitou, mas a puxou de repente para perto, em um abraço forte. Era um agradecimento que ela não entendia muito bem do quê. Não entendia, mas sentia uma satisfação imensa de seu próprio feito, feito que apesar de estar feito, desconhecia.

Flying

Maybe it's like flying. I never flew before - or something like that, but I know, somehow I know it, I feel it.  There's no other sensation to compare with it. It's like flying...  I don't have knowledge on air resistance, I don't have the slightest ideia of what would happen in my stomach in a freefall, but I'm pretty sure that what I'm feeling is something like that. It must be. It has to be. It is. I'm flying.

Preciso

Eu não precisava olhar para o lado para saber que aquele toque por debaixo dos panos era dele. Sempre sabe fazer tudo tão calmo, brando e discreto. Repreendo-me em um anseio por falas e línguas e me contenho em um olhar ligeiro. As diversas vezes que quis brincar me faltaram espaços pra lhe contar. Digo, mostrar. É que por ventura palavras também mostram, brincam entre bocas, saltitam em papilas, divertem os olhos. É um jogo intrigante, que ganha minha curiosidade de menina e instiga meu sensor de presa. Precisa.