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The 'script of Life'

Are you wealthy? What brands do you wear? Do you have the newest phone on the market? In today’s society people care about status, appearance and possessions. We clothe ourselves, pamper ourselves, we rule ourselves. Thus, we can’t recognize ourselves anymore. We lose our individuality. We seek authentic spirits. Sometimes everything seems so fake to me. We have to follow a ‘script of life’ that others wrote – even if we don’t agree with it. We are raised in a world where pink is girly and blue is manly. A world that tells us to get a recognized job and earn as much money as possible. The same world that understands that intelligence or capacity is shown on a paper with right and wrong answers. It is not easy when everyone around you thinks this way, maybe even your parents and friends. Despite that, I was sure that to me this is not the way things should be. I am not the things I buy. I am not how much money I have. I am not what brands say. Not even what people think they know a...

por um único desejo - - - pour seule envie

Por um desejo, queremos ser viagem. somos jovens e sem filhos, Tocamos tudo e sem bagagem, Queremos ser levados pelo vento. Quando sair, somos livres para acreditar. Somos livres para querer acreditar. Acreditar que ser livre também é querer. Querendo que nada possa nos perseguir. Por um desejo, queremos ser viagem. Não há como escapar, mas o tempo ameaça  Tomar a terra ou o mar. Tudo o que queremos é ter asas. Fazemos tantas lembranças, Dizer que temos finalmente compreendido. Nós muitas vezes entendemos quando fugimos. Fujamos do que nunca entendemos. Por um desejo, queremos ser viagem. Tornamos sonhos sem maquiagem, Que moldam a parte interior da cabeça, E renascem quando o outro nos deixa. Quando sair, é melhor voltar, Nós voltamos à mesa e papeamos, Nós descoremos a felicidade com melancolia, A melancolia de quem não sabem partir. Por um desejo, queremos ser viagem. Estamos nos preparando para dar um grande passo. ...

Dose

Como pode tudo de repente ganhar sentido e força? Mudar a cabeça, o jogo. Tremer a mão, chacoalhar o peito. Sem direito, vêm sem jeito. Me derruba, me assusta. Explode, me engole. Me apavore. Quero mais desse gole. - Me vê mais uma dose de você.

No escuro

                     Se pudesse pedir uma coisa...      cochicharia de um canto escuro do meu quarto:                      - Só não saia da minha visão...por favor...                                                                 vá, mas fica.

Escancarado

Eu amenizo. Digo que quase sei. Que estou meio apaixonada. Mas eu sei que comigo nunca teve meio termo. Utilizo-os por força do hábito.  Intensidade é algo impactante demais. Tira o fôlego, esmaga o peito. De perder o raciocínio literalmente.  Larga esse livro e esse discurso depois de um pico e vem.  Escancarado.  Nesse meu sorriso bobo em tudo que faço. Nesse seu olhar manso em cada traço.  Na nossa censura sem rasuras.  Nem rasa, nem dura.  Que perdura, por pura ventura.

Não dá pra controlar

A gente bem que tenta fugir, se safar. Não se enrolar, escapar. Mas não dá pra controlar. A gente bem que se esforça, pra tentar Não se apegar, deixar pra lá Mas não dá pra controlar. A gente bem que pensa, pra se segurar: ' Não dá pra namorar' Mas não dá pra planejar. Não dá.

Amarras de sangue quente

Quentinha. Assim acordei confortavelmente envolvida por seus braços que me unem ao seu peito. Não sabes como é bom acordar amarrada por seu carinho. Um golpe completamente desejado - me prende, não me deixa ir, me faz querer ficar. Bochechas quentes em contato com seu centro. Aos suspiros, sinto sua mão alisado minha pele. Ouço música de seus toques. Calma... Tudo está em calma. Vou deixando, então, a manhã se alongar pelos nossos esforços espontâneos de se enroscar um no outro. Apenas vou deixando. Deixando a claridade que entra pela janela se estender em seus dedos me roçando. Deixo que o beijo dure. Deixo, sem notar, que o tempo cure. Já nem me lembrava  de que buscava algum tipo de cura.  Assim, a manha macia perdura em silêncio - exceto  pelo som de nossa respiração, de compassos definidos. Seu sangue quente faz o meu, antes ameno, ferver. Somos um encaixe quando estamos sobre uma mesma cama. Quente, sutil. Te descubro aos poucos, dos lençóis...

Violão angelical

Me tocou como cordas de um violão angelical. Se é que anjos tocam esse instrumento. Doce e suave fez violão soar como arpas, violinos ou qualquer outro desses objetos capazes de tocar a'lma subitamente quando acariciados. Ele faz carinho musical. Som macio, como sua barba, leve, porém não falha, porque cumpriu muito bem sua função. Tirou de mim um sorriso e alguma sensação dessas que não sabemos descrever bem. Assim como não sei explicar como o seu violão me parecia qualquer outra coisa mais angelical e sublime que tantos outros tão tocados por aí.

Platônico Reciproco

Estamos reinventando o platônico.  E sem nome do sentimento que vem na frente porque este não precisa necessariamente de uma definição. Nesse caso, ainda menos. Já que não chega a ser, algo que realmente seja. O platônico aqui não é porque só vem de mim, ou só de um lado. Ambos sabem. Ambos sentem. Ambos querem, mas o querem assim. Platônico porque ambos querem que não aconteça. Talvez o interesse venha justamente pela certeza de não ser. E sendo assim, ele – esse sentimento indefinido, sem forma, sem data, sem pressa, sem começo e porque não, também sem fim? – é platônico. Platônico no sentido que nunca virá a ser mais que isso. Mas um interesse comum em reparar no que o outro fala, e ter certa curiosidade nos pensamentos da pessoa. Um quase desejo que não é, porque um sorriso de admiração vem antes. E só. Por isso, platônico. Platônico por que se vive às vezes uma coisa ou outra em sonhos. Mas a realidade é muito menos espontânea. Platônico simultâneo de olhares que não se cruza...